Em 70 anos de trabalho divididos entre Itália e Brasil, Gianni Ratto exerceu as mais diversas funções na construção da cena teatral: cenógrafo, diretor, iluminador, figurinista, tradutor e, ocasionalmente, ator. A grandiosidade de sua obra será apresentada ao público a partir de 11 de agosto na exposição "Gianni Ratto - Artesão do Teatro", que a CAIXA Cultural promoverá em sua Galeria da Paulista (Av. Paulista, 2083). A entrada é franca.
A exposição é composta por cinco grandes painéis de 4 metros de altura nos quais estarão representados os cenários feitos pelo Gianni: "A Tempestade", "Canto da Cotovia", "Lúcia", "Mambembe" e "Crime e Castigo". Há ainda um painel montagem de 5 metros de altura com fotos de atores e espetáculos, quatro mapotecas com documentos e desenhos do Gianni, figurinos utilizados nas peças/óperas, recortes em tamanho natural de "Os Saltimbancos", e 13 painéis com croquis originais, espalhados pela galeria, além de um documentário sobre a vida de Gianni Ratto.
No mezanino da galeria haverá vitrines com objetos do ateliê do artista, móveis confeccionados pelo próprio Gianni para trabalhar, livros e material escrito. O visitante terá à sua disposição fones de ouvido para escutar informações sobre Gianni Ratto e sua obra enquanto passeia pela mostra.
Com curadoria de Gláucia Amaral, a mostra sintetiza esse caráter de "homem do Renascimento", polivalente de Ratto, passando por alguns dos trabalhos mais significativos de sua carreira, em teatro lírico e dramático.
Gigante do teatro
Ratto, que foi um dos responsáveis pela fundação do moderno teatro brasileiro, chegou aqui em 1954 quando já era consagrado na Itália como um dos maiores cenógrafos da Europa. Apaixonou-se pelas possibilidades de um teatro ainda em formação e começou dirigir no Brasil. Foi um dos fundadores do Teatro dos Sete, grupo que revelou talentos como o de Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi e Sergio Brito. Trabalhou incessantemente, até o fim da vida, nas mais diversas funções do teatro, contribuindo na formação de três gerações de artistas e técnicos teatrais brasileiros. Aos 70 anos, tornou-se escritor na língua portuguesa. Publicou cinco livros, três sobre teatro e dois de contos.
"Artesão do teatro" é como Ratto gostava de ser referido, guardando grande cerimônia com a palavra "artista". Seus desenhos, porém, carregam uma qualidade singular que, além de representarem raro documento desta arte efêmera que é o teatro, são em si obras de grande valor plástico. A exposição transita também pelo processo criativo de Ratto, cuja forma artesanal de trabalhar, estudando passo a passo cada idéia, indo dos primeiros esboços aos desenhos finais, representa um método de trabalho que hoje, em grande parte, se perdeu.
A exposição "Gianni Ratto - Artesão do Teatro" ficará em cartaz de 11 de agosto a 23 de setembro na CAIXA Cultural, Galeria da Paulista (Av. Paulista, 2083). O horário de visitação é de terça a sábado, das 9h às 21h, e aos domingos, das 10h às 21h. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3321-4400 ou no site
www.caixacultural.com.br.
Serviço:
O quê: exposição "Gianni Ratto - Artesão do Teatro"
Quando: de 11 de agosto a 23 de setembro, de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos, das 10h às 21h
Onde: CAIXA Cultural, Galeria da Paulista (Av. Paulista, 2083)
Quanto: grátis
Realização: CAIXA Cultural
Patrocínio: CAIXA Econômica Federal
Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural
Tel.: (11) 8143-5141 e 3321-4400